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Seminário de Linguagens na Escola Elvira Barros valoriza literatura afro-brasileira e protagonismo estudantil

Nessa quarta-feira (06), a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Elvira Barros, em Afonso Cláudio, promoveu o III Seminário da Área de Linguagens, com o tema “Literatura Afro-Brasileira: da escrita feminina de resistência ao repertório sociocultural na redação”. A iniciativa, organizada pelas professoras Elisangela Silva Soares, Vanilza Martins Nogueira Zanelato, Felícia Aparecida dos Passos Dutra e Fernanda de Souza Braga, teve como objetivo analisar obras de autoras negras e destacar a literatura como ferramenta de resistência, empoderamento e construção da identidade.

O seminário foi resultado de um trabalho desenvolvido ao longo do primeiro semestre. Cada turma do Ensino Médio selecionou uma obra, realizou leituras, debates e tertúlias literárias, preparando-se para a apresentação final. Para a culminância, realizada no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, com transmissão ao vivo pelo YouTube, os grupos elaboraram slides, apresentações musicais e de dança, pinturas e artes visuais, todas relacionadas à temática das obras estudadas.

Além de enriquecer o repertório cultural dos estudantes, a atividade incentivou a produção textual com olhar crítico e fundamentado, fortalecendo a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo a professora Elisangela Silva Soares, a literatura de autoras como Djamila Ribeiro e Conceição Evaristo oferece uma perspectiva vivida sobre racismo estrutural, desigualdade social e resistência: “Essas obras ampliam o repertório sociocultural e ajudam nossos alunos a construírem argumentos mais sólidos e conscientes.”

Para o estudante Leonardo Hartwig Dornellas, da 3ª série do Ensino Médio, a experiência foi transformadora: “Conhecer autoras como Djamila Ribeiro e Conceição Evaristo me ajudou a entender melhor temas como racismo e desigualdade, além de me oferecer boas referências para usar na redação.”  

Já Amanda Fiegebaum, da 1ª série do Ensino Médio, destacou o impacto pessoal: “O seminário foi uma ótima oportunidade para perder o medo de falar em público, aprender mais sobre o racismo e criar um bom repertório sociocultural para o Enem.”

 

 

 

 

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