Iniciativas para fortalecer os setores da pesca e da aquicultura estão em andamento no Espírito Santo, beneficiando cerca de 33 mil pescadores com registro ativo. Entre agosto de 2024 e agosto de 2025, foram desembarcadas 3.235 toneladas de pescado em pontos oficiais do estado, enquanto a produção de tilápia em cativeiro cresceu 7,25% em 2024. As ações, desenvolvidas pela Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), buscam ampliar a regularização, a capacitação e as oportunidades de renda para as comunidades.
A pesca, uma atividade extrativista, e a aquicultura, que envolve a criação controlada de organismos aquáticos, são atividades consideradas fundamentais para a economia local. “Sabemos que o setor enfrenta grandes desafios. Por isso, estamos trabalhando para ouvir as comunidades e oferecer condições de acesso à regularização, capacitação e geração de renda. A aquicultura é uma das alternativas que promove uma economia mais justa e uma pesca mais sustentável”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli.
Os dados de desembarque de pescado são do Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira (PMAP-ES), único reconhecido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura.
Programa de fortalecimento
Uma das frentes de atuação é o Programa de Fortalecimento da Cadeia Produtiva da Pesca no Espírito Santo (PESCA+ES). O programa foi elaborado com base na metodologia da Abordagem Ecossistêmica para a Gestão da Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) e construído de forma participativa para orientar políticas públicas para o setor.
A partir de suas diretrizes, a Seag tem promovido encontros técnicos, mutirões para a regularização da pesca artesanal, capacitações e o fortalecimento da infraestrutura comunitária, além de incentivar a organização dos trabalhadores da pesca e da aquicultura.
Avanços no cultivo
A aquicultura também apresenta crescimento no estado. Em 2024, a produção de tilápia atingiu 20.410 toneladas, um aumento de 7,25% em relação ao ano de 2023, segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura (PEIXEBR).
O incentivo à atividade ocorre por meio do Projeto Fomento Aquícola. Em parceria com prefeituras e com o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), a iniciativa promove palestras, visitas técnicas e apoia a elaboração do Plano de Viabilidade Técnica e Ambiental (PVTA).
O projeto também estimula a participação de associações no Fundo Social de Apoio à Agricultura Familiar (Funsaf), que viabiliza a aquisição de equipamentos como tanques-rede, aeradores, freezers e sistemas de energia solar, com o objetivo de ampliar a produção de peixes e camarões.
Estão em andamento, ainda, projetos-piloto de maricultura no litoral sul, com foco no cultivo de moluscos. A ação visa capacitar marisqueiras e ampliar a renda das mulheres, contando com o apoio do Funsaf para a compra de equipamentos como barcos pequenos, cordas e boias.
Futuro do setor
O coordenador de Pesca e Aquicultura da Seag, Alejandro Garcia, aponta que o equilíbrio entre a produção e a preservação ambiental é o maior desafio.
“Com ações voltadas à sustentabilidade, inovação e inclusão produtiva, a Seag reforça seu compromisso em garantir novas oportunidades de trabalho e renda, promovendo o desenvolvimento das comunidades tradicionais e o fortalecimento de uma cadeia produtiva mais organizada e competitiva. Nesse sentido, além da atividade pesqueira, serão fomentadas alternativas produtivas não pesqueiras, como a aquicultura de água doce, a maricultura e a produção de artesanato variado, ampliando as perspectivas de desenvolvimento socioeconômico”, ressaltou Garcia.
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